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Terça, 17 de Outubro de 2017
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A Liga Diretorias Pagé Martins

Pagé Martins

José Manoel Pagé Martins, o famoso Pagé, é o responsável pela divulgação do futsal em Rio Preto; ele se diz preocupado com o caminho do esporte no mundo capitalista.

O jornalista rio-pretense José Manoel Pagé Martins, o famoso Pagé, se orgulha ao olhar para trás e ver sua trajetória de mais de quatro décadas no futsal. “Já vivi e vi tudo que eu queria com o futsal. Foram muitas emoções”, afirma ele.

Sua admiração pelo esporte vem desde a sua infância. Com 16 anos, já organizava e participava de campeonatos.

Pagé diz que nunca foi bom jogador, mas sempre gostou de estar no meio dos jogos, envolvido com a produção e preparação de torneios. Em São Paulo, José Martins foi árbitro e acabou se envolvendo com a Federação Paulista de Futsal.

Em 1988, Pagé entrou para a história do futebol de salão de Rio Preto. Sem apoio de patrocinadores, ele comandou a Copa Internacional de Futsal, categoria menores. Times da Bolívia, Rio de Janeiro, Santos e outros lugares vieram a Rio Preto prestigiar o evento.

Em 1991 outra conquista. Como técnico da primeira equipe fraldinha de Rio Preto, foi campeão do Estadual, realizado em São Paulo.

Na jornada como jornalista, Pagé não se distanciou da sua paixão pelo esporte. Em rádios, televisões e jornais ele atuava como comentarista esportivo.
Hoje, aos 62 anos, se sente órfão quando percebe o quanto a visão das pessoas mudaram. Segundo ele, hoje os atletas pensam mais no dinheiro do que no prazer de estar dentro do jogo. “O mundo vive com a cabeça voltada para o capitalismo em que o esporte está inserido”, lamenta.

Pagé não esconde sua decepção com o futebol de campo. “Virou um comércio. Cadê o futebol amador de Rio Preto?”, questiona.

A família também foi contaminada por essa paixão pelo esporte. A mulher dele, Maria Helena, é arbitra de futsal. Hoje, Pagé é inspetor na escola Cachinhos de Ouro. Ele conta que na escola reencontrou o prazer de inicializar crianças no futebol de salão.

Ele recomenda a prática do futsal para as crianças. “O futebol molda as crianças. Ensina a trabalhar em equipe, raciocinar.” Para Pagé, o jogador Falcão é um exemplo do espírito que o esporte deve ter.
 
Fonte: Jornal Bom Dia